Guia · Conceito & modelo

O Radar de Futuros, em poucos parágrafos.

A versão destilada da documentação do modelo. Cobre conceito, organização visual, anatomia de um achado, classificações e implicações pro design — feita pra ler em poucos minutos e voltar quando precisar.

Tipo
Documento de referência
Revisão
26/mai/2026
Leitura
~6 min
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O que é o Radar de Futuros.

O Radar de Futuros é a ferramenta de prospecção estratégica da Sicredi Pioneira: um mapa vivo dos sinais que apontam para o futuro do ecossistema. Cada sinal catalogado é chamado de achado, e o radar organiza esses achados de forma que a cooperativa consiga decidir o que apenas monitorar, o que se preparar para enfrentar e o que exige ação imediata.

A ferramenta nasceu da combinação entre as percepções coletadas num workshop amplo — 690 colaboradores, 14 fornecedores, parceiros e poder público, totalizando mais de 4.200 sinais consolidados com apoio de IA e curadoria humana — e a evidência continuamente trazida pelo Comitê de Futuro.

Quem cuida do radar

O Comitê de Futuro é um grupo voluntário de associados, colaboradores e lideranças comunitárias responsável por curar e validar o radar. Cabe a ele decidir quais sinais entram como achados oficiais, manter a lista de megatendências e registrar, em cada achado, a sua avaliação — o parecer do comitê.

Quem usa o radar

Os associados engajados da cooperativa, especialmente aqueles que participam de assembleias e atividades. Eles usam o radar para acompanhar como a leitura coletiva do futuro evolui no tempo — quais sinais ganharam força, quais mudaram de natureza, o que entrou de novo na pauta.

O escopo do nosso trabalho

Estamos desenhando apenas a área pública do Radar de Futuros — visualização, página de detalhe, sugestão de novos achados pela comunidade e páginas complementares (Comitê, Ferramentas, Publicações, Chamadas, História). O admin, onde o Comitê registra, aprova e edita achados, fica com o backend e está fora do escopo de design.

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Como o radar é organizado.

O radar é um mapa circular que comunica duas informações ao mesmo tempo: pela posição no anel, a ação recomendada; pela fatia em que está, a megatendência a que o achado pertence.

Os três anéis — a ação recomendada

Quanto mais perto do centro, mais urgente e iminente é o achado:

Os setores — as megatendências

Na versão 2.0, o círculo é dividido em fatias que correspondem às megatendências. Cada achado ocupa a fatia da sua megatendência.

Importante

Como a lista de megatendências é gerenciável pelo Comitê (cresce, encolhe e muda ao longo do tempo), o número de fatias do radar é variável, não fixo. Isso é uma diferença estrutural em relação a versões anteriores, em que os setores eram os 5 aspectos STEEP.

E o STEEP?

Continua existindo. O aspecto STEEP segue sendo registrado em cada achado como classificação de dados — só não estrutura mais a visualização do radar. Pode aparecer como filtro, badge ou metadado no painel de detalhe, mas não define onde o achado é posicionado no canvas.

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Os quatro tipos de achado.

Cada achado é classificado também pela intensidade e natureza do sinal que representa. Os quatro tipos vão do mais consolidado ao mais imprevisível:

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A anatomia de um achado.

Cada achado registra um conjunto consistente de informações. Sete delas precisam estar preenchidas para que o achado faça sentido na visualização pública do radar.

O que todo achado precisa ter

O que enriquece um achado (opcional)

Os demais campos não são obrigatórios, mas é onde o achado ganha profundidade e autoria:

As datas de criação e atualização são preenchidas automaticamente.

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Megatendências.

Megatendências são grandes movimentos que agrupam achados correlacionados. Na versão 2.0 do radar, elas definem as fatias da visualização — o que torna o vínculo entre achado e megatendência central pro design.

Nota técnica

No backend, o campo megatendência é tecnicamente opcional — é uma salvaguarda pra que, se o Comitê excluir uma megatendência no admin, os achados que estavam nela não sejam apagados junto. Mas esse estado "sem megatendência" é transitório e nunca chega à visualização pública.

Lista atual

Ponto de partida — pode crescer ao longo do tempo:

Inteligência Artificial Saúde Física e Mental Mudanças Climáticas Digitalização & Realidade Virtual Exploração Espacial Alimentação & Tecnologia Cibersegurança Futuros das Transações Comerciais Sustentabilidade Cidades Inteligentes Mobilidade & Logística
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Referência rápida das escalas.

Duas escalas numéricas aparecem em cada achado e valem ficar à mão na hora de desenhar inputs, sliders ou exibições.

Maturidade (1 a 9) — nível de prontidão tecnológica

NívelNomeO que significa
1IdeaçãoPrincípios básicos observados.
2ConcepçãoConcepção formulada.
3Prova de conceitoProva de conceitos críticos.
4OtimizaçãoValidação em laboratório.
5PrototipagemValidação em ambiente relevante.
6EscalonamentoProtótipo em ambiente relevante.
7DemonstraçãoProtótipo em ambiente operacional.
8ProduçãoSistema completo e qualificado.
9Produção continuadaOperado em todas as condições.

Chance de ocorrência (1 a 5) — em curto e em médio prazo

Cada achado recebe duas notas: uma para o curto prazo, outra para o médio prazo. A escala é a mesma:

NotaRótuloO que significa
1ImprovávelImaginável, mas com pouca chance de se concretizar.
2PossívelPode acontecer, mas faltam dados ou sinais fortes.
3ProvávelHá evidências significativas de que o futuro caminhará nessa direção.
4EmergenteTendência começando a se mostrar, com crescimento rápido provável.
5ConsolidadaProbabilidade altíssima — já faz parte da norma.

Outras escalas curtas

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Implicações pro design.

Algumas características do modelo afetam diretamente o que precisa caber na interface pública — vale ter na cabeça antes de começar a desenhar.

Número de fatias é variável

Como o radar agora se divide por megatendências (e não mais pelos 5 aspectos STEEP fixos), o canvas precisa acomodar um número variável de fatias. A visualização precisa funcionar com 5, com 11, com 20 — e degradar bem quando a lista crescer.

O histórico do achado importa

Cada achado guarda quando foi criado e atualizado. Para o Comitê, o histórico — "quando isto virou tendência?", "quando o impacto na região mudou?" — é tão valioso quanto o estado atual. Achados atualizados recentemente podem receber destaque visual na área pública.

Obrigatório versus opcional

São sete os campos obrigatórios para que o achado seja exibido publicamente: título, descrição, tipo, megatendência, aspecto STEEP, ação recomendada, relevância e chance de ocorrência. Tudo o mais enriquece o achado, mas pode estar vazio. O design da página de detalhe precisa lidar bem com essa variação — um achado pode ser uma frase ou um dossiê completo.

Termos a respeitar

O modelo oficial usa "Evento Raro" (não "Cisne Negro Global"), "Relevância" (não "Impacto") e considera os campos "Cenários Futuros" e "Pilares Estratégicos" descontinuados, mesmo que ainda apareçam no site atual. A ordem dos anéis é Agir no centro, Observar na borda.

Sugestão de novos achados pela comunidade

O formulário público de sugestão precisa exigir megatendência (já que ela determina onde o achado entraria no radar) e os demais campos obrigatórios. Vale pensar em uma versão simplificada do cadastro — o associado não precisa preencher os campos opcionais de análise crítica, parecer, etc., que cabem ao Comitê.